Análise e reflexões sobre os filmes Casino e Goodfellas, de Martin Scorsese

Eu quero aqui trazer algumas reflexões minhas sobre esses dois filmaços do Scorsese: Goodfellas e Casino Na minha opinião esses são clássi...

A hora de ninar dos Simpsons.





 Todo mundo conhece a hora de ninar, tendo ou não uma boa experiência com essa última hora do dia. Alguns podem dormir com gritos da mãe que contradisse o pai bêbado descontrolado. Outros podem ter um conto de fadas para escutar e cair no sono.

Todos têm um bedtime e a Lisa também tem o seu. O da Lisa não é exatamente nenhum desses dois, mas não é lá dos mais agradáveis. Marge lhe conta uma história que mais aterroriza do que acalma, e a menina acaba ficando tão agitada que não dorme mais.

Tem a vez do Bart com o Homer, que o leva para pescar e depois de uma dose de fracasso e outra de impaciência, decide simplesmente eletrocutar o lago para assim pegar os peixes. Eletrocuta-se também quase se causando um infarto. Isso frustra um pouco o garoto, que não parece tomar gosto pela pesca a partir dali. Maggie também não fica para trás quando tem que dirigir o carro para os pais que dormem no volante depois de uma bebedeira imprudente.

Eu contei isso só porque queria dizer que: Os Simpsons não são uma família nem perto de perfeita, mas ainda são uma família!

Foi com os Simpsons e com o Necro que aprendi as maiores, talvez duas únicas lições, sobre família. Necro chama sua mãe de "mama duck". Não era uma mulher tão boa da cabeça, mas ainda assim uma mulher que se importava com o filho e lutava para sustentá-lo. Veja, pintei um quadro igual daquela prostituta japonesa! Isso pode ser chamado de olhar o lado bom de uma pessoa. Me lembro de S. João Maria Vianney falando do seu sacerdote auxiliar, o Senhor Pierre, que só o caluniava e o tempo todo tentando tomar o seu lugar. Também não o ajudava quando precisava tirar uma folga. Mas S. João, na sua sabedoria santa que sonda longe mesmo sem enxergar, via bondade naquele homem. Dizia que ele era muito prestativo. De fato, o sacerdote Pierre rezava as missas sem faltar.

Que tal pensar assim: o que você prefere, uma história que lhe cause terror ou história nenhuma; pai que lhe cause ódio ou pai nenhum?; Se você preferiu o nada, está na hora de acordar o D. Quijote de la Mancha dentro de você! Você é chamado para a aventura! Seja uma aventura pelos mares calmos da costa africana ou pelo mar agitado do Caribe! Ambas têm sua recompensa. Imagine só as coisas grandiosas que foram feitas motivadas pelo ódio. Ódio pode ser convertido em violência. Violência é usada para abrir o caminho estreito que leva a Deus!

Os Simpsons também são referências. Às vezes, referências do que não se deve fazer. Então é só fazer o contrário. A liberdade que dão aos seus filhos entra em contraste com a liberdade que seu vizinho, Flanders, concede aos seus meninos, que são inocentes demais, isolados dos pecados do mundo. Meninos que são despreparados para as maldades, que não conheceram o bem e o mal. E sem o conhecimento do mal, como pode-se fazer o bem? Qual é o mérito de escutar música sacra se o que se tem é só música sacra? Qual mérito de rezar quando todo mundo reza e rezar fosse prazeroso? Qual o mérito de fazer a coisa certa quando todo mundo está fazendo e fazendo-a só terás benefícios? Não tirem os méritos dos mártires que deram sua vida pela opinião contrária ao establishment, porém opinião certa!

O ex-presidente norte-americano, George W. Bush, disse no seu discurso de posse que ele faria a família americana mais anos 70[1] e menos Simpsons. Mas os Simpsons são a maldita família!  A vida é uma merda e está tudo feio mesmo. Apesar de tudo, a família continua ali, crianças ainda conhecem, mesmo que partes diferentes, do que é uma mãe, o feminino; a burrice e ignorância do pai, denúncia de uma mentalidade indolente. Não obstante, ainda um homem! Um homem quebrado, sim, como qualquer outro homem!

Não está tudo perdido. Aliás, essa geração de Barts e Lisas tem a chance de aprender com todas essas condutas ridículas da geração passada e serem a geração mais braba de todas. Isso tudo, ainda tendo comida, segurança, conforto e acesso a mais informação que qualquer um imaginaria há alguns anos. Acho que no fim das contas “Os Simpsons” será o argumento mais forte a favor da família que vamos ver no século...


[1] Aquelas famílias “good night Darling” “good night daddy, I love you”

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